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Seminário Pais & Filhos “Mãe também é gente”: palestra da Cris Guerra

Seminário Pais & Filhos “Mãe também é gente”: palestra da Cris Guerra

Comportamento, Dicas da Mama, Saúde

Ontem foi um dia super especial: participamos do Seminário Internacional da revista Pais & Filhos: “Mãs também é gente”. Foi um evento incrível, com muita informação sobre comportamento materno, dinâmicas familiares e a forma como inserimos as crianças no contexto familiar.

Como é muito conteúdo para um Post só resolvi desmembrar as informações, até para poder me aprofundar mais nos temas tratados…

A primeira palestra foi com a Cris Guerra, autora de livros e dos blogs Para Francisco e Hoje vou assim.

 

Eu acompanho o trabalho dela desde o início do “Para Francisco” e o que ela escrevia lá me deu muita força para continuar nos momentos de tristeza (por causa do meu diagnóstico de endometriose, tentativas frustradas para engravidar, perda do bebê e depois da minha mãe…). A forma como ela escrevia sobre as suas próprias perdas me dava força para continuar.

 

Para quem não conhece, a Cris Guerra tem uma história de vida de superação: perdeu os pais muito jovem e quando estava grávida de 7 meses o namorado teve um enfarte fulminante.

Ao longo da palestra ela contou como foi o período de luto pelo namorado e a necessidade de criar o filho sozinha.

Foi um tema emocionante e que me fez refletir muito, pois apesar de todas as dificuldades ela sempre levou a vida com bom humor. Quantas vezes não nos deixamos abater por situações menores?

Penso que comparar sofrimento é algo complicado, pois todo sentimento é subjetivo, mas será que vale a pena se deixar abater por alguns percalços que aparecem no meio do caminho?

Refleti muito com a palestra, principalmente em relação à perda da minha mãe. É um assunto muito doído, pois muitas vezes penso na falta dela também para a minha filha (que não conheceu a avó). Só que as criança precisa trilhar o seu próprio caminho: a Victoria tem sim uma avó materna, mas ela não está mais aqui entre nós. o sofimento é meu, não dela. Mesmo porque o meu pai casou de novo e a minha madrasta é super presente como “avó postiça).

Sei que falar que a maternidade muda tudo é um clichê dos grandes, mas não tem jeito… Muda mesmo! Muda sua perspectiva de vida, seus objetivos e até a forma de se encarar o sofrimento. Se conseguirmos, mesmo sofrendo, levar a vida de uma maneira um pouco mais leve estaremos poupando energia para VIVER com mais cor. Talvez esteja sendo um pouco melodramática, mas realmente a palestra da Cris me fez pensar na vida.

Outros dois tópicos abordados na palestra que me chamaram a atenção (e que, ao meu ver, estão interligados) foram: a dificuldade que as mães têm em solicitar ajuda e como as mães se fragilizam mediante o julgamento e expectativa das outras pessoas.

Senta que lá vem história: depois de tanto tempo tentando engravidar, senti o peso da cobrança (minha e de algumas pessoas) de ser a “mãe perfeita”. Demorou quase 1 ano para eu perceber que essa mãe não existe. Ainda bem que a “ficha caiu”… Mas ontem pensei: quantas mães ainda sofrem por isso? Quantas mães ficam esgotadas por não se permitirem pedir ajuda? Às vezes até os pais não são incluídos na dinâmica de cuidados com o filho, pois as mães têm uma dificuldade tão grande em delegar tarefas que os coitados dos maridos nem são incluídos em nada.

Lembro como fosse hoje uma noite com a Vicky com poucos meses de vida, eu esgotada (e frustrada) por não conseguir fazê-la parar de chorar. Além de tudo, estava irritada por achar que o meu marido não percebia o meu esgotamento. Por sorte, a minha tia (psicóloga também) me perguntou se eu já havia pedido a ajuda dele… É claro que eu não tinha! Daí vem a pergunta: será que esperar a ajuda acontecer sem solicitar a ajuda é saudável? Por que criar uma expectativa e logo em seguida uma frustração? Tive muita sorte em perceber isso, pois acho que foi à partir daí que permiti que o Sandro pudesse exercer efetivamente a sua paternidade…

Desculpem pelo textão tipo diário, mas acho que aqui também é um espaço para refletirmos, certo? Quero saber a opinião de vocês…

 

 

About the author

Giuliana Pierri, psicóloga clínica e mãe da Victoria. É extrovertida e fala até com as paredes. Sempre gostou de moda e, como mãe de menina, expandiu o seu interesse também por moda infantil. A maternidade me desacelerou um pouquinho (só um pouquinho!) e me proporcionou um pouco mais de paciência para aproveitar a vida ao lado da minha família.

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