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O desenvolvimento da linguagem

Saúde

Que alegria ouvir os primeiros sons e as primeiras palavras do bebê, não é mesmo? É muita emoção para todos que o cercam, é um momento muito esperado e comemorado.A linguagem aparece desde o nascimento, e nada mais é que uma forma de comunicação entre o ser humano e para ela ocorrer perfeitamente precisamos ter uma audição saudável, uma boa articulação coordenada com a respiração e compreender o que ouvimos. Além de ser um processo neurológico, envolve capacidades comunicativas, sociais, afetivas e intelectuais. Ocorre de maneira gradual e apesar de não ocorrer de igual maneira para todos, temos uma sequencia cronológica semelhante de desenvolvimento.

Vale dizer que há outras formas de linguagem sem ser a fala propriamente dita, a criança pode se comunicar e se expressar através de gestos, expressão corporal e facial, manipulação de brinquedos, etc.

Então vamos às fases:

• Aos 2 meses: o bebê não fala ainda e só emite alguns sons que chamamos de balbucio, são sons sem intenção comunicativa e são reativos a algo que acontece no ambiente.

• 2 aos 8 meses: nessa fase o bebê começa a explorar o mundo, ainda apresenta ação e reação primitiva aos estímulos externos.

• 8 aos 12 meses: o bebê comunica-se intencionalmente utilizando recursos vocais e mantém relações sociais, afetivas, espaciais, temporais e causais.

• 12 aos 15 meses: aqui surgem as primeiras palavras, o bebê começa a imitar comportamentos e vocalizações, manipula os objetos com causalidade.

• 18 aos 24 meses: nessa fase a criança já produz enunciados com dois elementos, como: “qué agá”, para “quero água”, por exemplo, produz o faz de conta e consegue reproduzir modelos que aconteceram em outros momentos.

É entre 1 ano e meio e 2 anos que ocorre o “boom” do desenvolvimento da linguagem, é quando a criança produz uma quantidade enorme de palavras e já forma frases com duas palavras, conforme dito acima.

Caso a criança não fale no tempo cronológico esperado ou fale com dificuldade, procure logo a ajuda de um fonoaudiólogo, que é o profissional capacitado para avaliar a criança, intervir e orientar os pais. Reforço que a intervenção precoce é um aliado no desenvolvimento da linguagem, pois diminui as dificuldades e as possíveis sequelas que esse atraso possa trazer ao desenvolvimento geral da criança. Não há contraindicação para a fonoterapia, ela só trará benefícios à criança.

Como relatei no texto anterior, a linguagem oral está diretamente relacionada à aprendizagem, crianças que apresentaram problemas ou dificuldades na linguagem poderão apresentar futuramente dificuldades escolares, por isso, o diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais. 

Os pais podem e devem ajudar no desenvolvimento da fala e da linguagem de seus filhos, algumas dicas:

-Leia para seu filho

-Fale devagar

-Use bastante a entonação e a expressão facial

-Converse muito e sempre na altura da criança (olho no olho)

-Estimule brincadeiras criativas, como faz de conta, jogos com regras

-Brincadeiras com versos, rimas e músicas

-Estimule seu filho a contar estórias, contar o que fez na escola

-Não fale por ele, espere ele falar o que quer

-Respeite os turnos, um fala, depois o outro

-Elogie sempre

-Enfatize os acertos

-Tenha tempo com a criança (coloque o celular longe e sente no chão com a criança)

 

Termino esse texto com a frase do Dr Ricardo Halpern, presidente do Departamento Científico de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP: “A linguagem é o marcador mais importante no desenvolvimento infantil”. Portanto, fique de olho no desenvolvimento da linguagem do seu filho e qualquer sinal de anormalidade procure o fonoaudiólogo.

A seguir um quadro que ilustra bem o desenvolvimento da linguagem desde o nascimento até os 6 anos. 

 Obrigada a todos pela leitura e até a próxima!! 

Pricila Pessoa

Fonoaudióloga clínica e audiologista, formada na PUCSP em 1998.Possui aperfeiçoamento em motricidade orofacial e diversos cursos atuais na área de voz, fala, linguagem, reabilitação vestibular e terapia do processamento auditivo.

  

About the author

Giuliana Pierri, psicóloga clínica e mãe da Victoria. É extrovertida e fala até com as paredes. Sempre gostou de moda e, como mãe de menina, expandiu o seu interesse também por moda infantil. A maternidade me desacelerou um pouquinho (só um pouquinho!) e me proporcionou um pouco mais de paciência para aproveitar a vida ao lado da minha família.

2 Comentários

  1. Camila
    12/11/2015 at 21:19
    Reply

    Muito importante a relação da linguagem oral com a escrita que vc escreveu! Muitas vezes, a família só procura ajuda quando a criança começa a ter trocas e dificuldades na escrita! Com a intervenção precoce, muitos casos poderiam ser evitados!!!! Excelente texto.

    • Pricila
      23/11/2015 at 15:05

      Obrigada Camila.Verdade, a intervenção precoce deve ser sempre priorizada e divulgada, um abraço

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