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Novo filme da Disney Viva – a vida é uma festa vale pelo filme e (muito) pelo tema

Novo filme da Disney Viva – a vida é uma festa vale pelo filme e (muito) pelo tema

Comportamento, Final de Semana, Passeio

O Gui adora ir ao cinema. Ele sempre pergunta se tem algum filme novo em cartaz e presta atenção aos comerciais quando o assunto é estreia no cinema. Durante toda a semana ele falou sobre o filme da “caverinha”, o novo filme da Disney Vida – a vida é uma festa que ele queria ver. No sábado, então, o Alê levou ele ao cinema. Um passeio só dos meninos. Pai e filho. A mamãe aqui ficou em casa, sossegada.

Quando o Alê voltou nós conversamos e ele falou sobre o interesse do Gui pelo filme, das perguntas que o Gui fez durante e após o filme. Aí eu sugeri que ele escrevesse sobre isso para eu posta por aqui. E, para minha surpresa, ele topou.

Por Alexandre, pai do Guilherme

O novo filme da Disney, “Viva – a vida é uma festa” foi escolhido pelo Gui.  Eu já era familiarizado com o tema do “Dia de los muertos” mexicano, pois ainda adolescente ganhei um jogo para computador com a temática, e que é um de meus prediletos: Grim Fandango. Hoje há uma versão para dispositivos portáteis com iOS, e recomendo demais!

Voltando ao programa pai e filho. Fiquei um pouco receoso que o assunto e os figurinos pudessem deixar o Gui desconfortável, mas ele foi decidido assistir ao “filme das caveiras”. Para minha surpresa ele se mostrou hipnotizado pelas coloridas imagens desta tradicionalíssima festa mexicana, e rapidamente se identificou com o protagonista Miguel, jovem de 13 anos que vive suas aventuras na busca de seus sonhos e se juntar à sua família.

Gui e papai no cinema. Como eles costumam dizer: só os boys

Esta não é uma resenha sobre o filme, mas sim das conversas interessantes que surgiram a partir do que vimos juntos. Em determinada  cena  em que um personagem era “esquecido definitivamente” pelos vivos, se dava a sua passagem da condição de “habitante do mundo dos mortos”, para outro lugar.

De forma poética, a caveira brilhava e se tornava pó, se espalhando com o vento. Nessa hora o Gui me perguntou se o personagem havia morrido (mesmo estando já morto), e eu confirmei que sim. O filme trata este momento como uma “segunda morte”.

O assunto morte permeia todo o filme, e em vários momentos conversamos sobre como nossos entes queridos estão sempre presentes, mesmo que não convivam fisicamente: nas experiências que tivemos com eles, nos seus ensinamentos, na nossa memória… Não reforcei a ideia da tradição do Dia de los Muertos, de que nesta data eles vêm nos visitar etc. conforme mostra o filme, pois não faz parte da nossa cultura este tipo de celebração. Mas foi importante que ele conhecesse tradições de outros povos, e a ideia de diferentes países e idiomas já são compreendidos por ele, mesmo que com apenas 5 anos. O Gui convive muito com a tia Nanci que fala espanhol fluente e vive escutando músicas em espanhol e o Gui se interessa muito pela língua, aprendeu algumas palavras e músicas com ela e adora. Isso também chamou muito a atenção dele no filme.

Voltando para casa, e apaixonado pelo filme (pediu para comprar quando saísse em DVD), fez ponderações sobre a (in)justiça que via na morte, que não queria que seus entes queridos se fossem, nem queria morrer (nunca!). Foi uma chance bacana de começar a introduzir a ideia de que temos um ciclo de vida;  que tudo nasce, cresce e depois morre; que descansar também é bom. O assunto foi discutido com leveza, de maneira lúdica e sem tentar explorar tudo sobre o tema: é o início de uma jornada pela compreensão desse maravilhoso mistério da vida e da morte para meu caçula Guilherme.

Vale o programa pelo filme, pela música e (muito) pelo tema. E Viva a vida!

About the author

Ana Claudia Cukier, jornalista, tímida, madrinha de duas meninas lindas e doces e mãe do Guilherme. Hoje me realizo nas funções de mãe e blogueira e tenho certeza que a maternidade me deu paciência, uma virtude que eu não tinha e que hoje não consigo me imaginar sem.

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