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Meu filho não come! O que fazer?

Meu filho não come! O que fazer?

Comportamento, Saúde

A alimentação das crianças é sempre uma preocupação para mães e pais. Por isso, resolvemos compartilhar com vocês, este artigo do doutor Marco Aurélio Safadi, parceiro da NUK e professor de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e coordenador da Equipe de Infectologia Pediátrica do Hospital.

Creio que esta seja uma das queixas mais frequentes nos consultórios pediátricos. Será que de fato esta queixa das mães é procedente? Você deve ficar preocupada se o seu filho come menos do que você gostaria que ele comesse?

Antes de terminar de ler este artigo, já adianto a resposta a vocês: Não! Na grande maioria das vezes não há motivo algum para preocupação.

Do segundo ano de vida em diante a criança diminui naturalmente o seu apetite. Nós médicos chamamos isso de fisiológico, ou seja, dentro da normalidade. Para que possamos entender melhor esse período que se inicia após o primeiro ano de vida, utilizo um exemplo didático: Os primeiros 12 meses de vida se caracterizam por ser um período muito dinâmico – a criança ganha cerca de 6 a 7 kg, triplicando o seu peso e cresce aproximadamente 25 cm. Em nenhum momento de nossas vidas crescemos com uma velocidade igual a dos primeiros 12 meses.

Entretanto, isso muda a partir do primeiro aniversário. No segundo ano de vida a criança ganha 2 a 3 Kg e cresce em torno de 12 cm. Do terceiro ano em diante, na infância, os valores são ainda menores, crescendo 5 a 6 cm por ano. Ora, isso gera uma impressão para as mães que algo está errado. Aqui entra a importância de uma boa orientação. Deve ficar claro aos pais que isso é normal. Monitorar a curva de crescimento de peso e estatura, mostrando que o seu filho está crescendo e engordando normalmente é muito importante para tranquilizar a família.

Algumas dicas para você:

O que os pais não devem fazer?
Em hipótese alguma os pais devem tentar fazer barganhas com a criança durante as refeições, oferecendo “recompensas” quando ela comer.
Outra prática frequente que deve ser evitada é a tentativa de distrair a criança para comer: evite alimentar a criança com programas de televisão, tablets ou fazendo “brincadeiras”.
Evite usar os medicamentos “estimulantes de apetite” – esses medicamentos não agem de maneira fisiológica e tem uma série de efeitos colaterais que trazem muito mais danos que benefícios.
Não subestime seu filho. Quando a criança percebe que você fica angustiada com o fato de ele não comer, ele usará isso para chamar a sua atenção.
Não force a criança a comer. Respeite a recusa e o paladar do seu filho.

E o que devemos fazer?

Meu primeiro e principal conselho é que os pais encarem com naturalidade essa fase da vida. Nada de angústia, ansiedade ou irritação com os filhos na hora da refeição.

– Procure fazer as refeições da criança nos mesmos horários da família, e evite que a refeição dure muito tempo (em geral não deve durar mais que 30 ou 40 minutos).

– Não exagere no tamanho do prato. Use porções compatíveis com o tamanho do seu filho.

– Cuidado com o excesso de leite. Para compensar a “falta de apetite” muitas mães substituem a refeição por mamadeiras com leite. Isso acaba impedindo que a criança se alimente adequadamente.

– Claro que sempre vale a ideia de caprichar na apresentação dos pratos. Combinar cores e texturas pode despertar o interesse da criança pela comida. Variar também é importante.

Não se esqueça: criança gordinha não significa criança saudável. Um dos principais inimigos da humanidade é a obesidade. Muitas das doenças do adulto, como doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, etc. estão ligadas à obesidade, que na maior parte das vezes se inicia na infância. Finalmente, é preciso reconhecer que algumas situações deverão ser analisadas pelo seu pediatra, que saberá identificar a presença de algum problema.

*este não é um publipost. A Nuk foi a marca de mamadeira que eu, Clau, usei com o Guigui depois de testar várias. Gosto muito e indico os produtos da marca.

About the author

Ana Claudia Cukier, jornalista, tímida, madrinha de duas meninas lindas e doces e mãe do Guilherme. Hoje me realizo nas funções de mãe e blogueira e tenho certeza que a maternidade me deu paciência, uma virtude que eu não tinha e que hoje não consigo me imaginar sem.

7 Comentários

  1. Estela Pereira
    03/04/2017 at 13:39
    Reply

    Nossa, passei por essa situação e realmente fiquei apreensiva. Otimas dicas!!

  2. Regina Dias
    30/03/2017 at 18:47
    Reply

    Adorei é super me identifiquei! Minha primeira filha comia super bem e era gordinha, quando a segunda nasceu comia bem menos e era magrinha e eu ligo me preocupei kkkk mas o pediatra disse que era o biótipo dela, que o importante é que ema mesmo estando magrinha estava saudável. Mas após algum tempo ela começou a perder peso e ficou com baixa de ferro e tivemos que rever a alimentação dela. Depois ela normalizou as taxas, voltou a se alimentar, mas continua come do pouco e sendo magrinha, mas estando com saúde é o que importa.

  3. Chris Ferreira
    30/03/2017 at 18:02
    Reply

    Ótimas dicas. Na maioria das vezes não há problema algum mesmo. Nós mães é que ficamos encucadas e preocupadas. Muito legal colocar dicas e orientar nessa etapa de deixa as mães de cabelo em pé.
    beijos
    Chris

  4. Beatriz Borges
    30/03/2017 at 02:21
    Reply

    Muito pertinente reforçar que a criança tem seu tempo e seu momento e que as famílias devem ser parceiras dos pequenos, mesmo que eles não comam assim tão prontamente. Acredito que com paciência e muito amor, as coisas vão se encaixando. Respeitar as escolhas da criança tbm.

  5. JAQUELINE BERNARDO
    29/03/2017 at 20:37
    Reply

    Olha que dicas eihn! Algumas coisas eu ainda estava fazendo errado!! Muito esclarecedor!

  6. Talita Rodrigues Nunes
    29/03/2017 at 17:49
    Reply

    Sei que esse tema atormenta muitas mães, mas acho que o melhor é não se preocupar tanto e perceber bem o seu filho.

  7. Michele Gobbato
    29/03/2017 at 17:43
    Reply

    Ótimo post, adorei as dicas .. realmente quando eles não querem comer nos dá um desespero né!!

    Bjs Mi Gobbato

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