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Escola bilíngue – yes or no?

Escola bilíngue – yes or no?

Comportamento, Dicas da Mama

No começo do ano é muito comum encontrar pais a procura de escola para os filhos. Além dos muitos pontos que envolvem a escolha de uma escola, uma questão importante é escolher entre uma escola tradicional, internacional ou bilíngue. Para ajudar vocês nessa questão fomos conversar com a psicopedagoda e diretora pedagógica da Integration School, Patrícia Maria da Costa Facchini para tirar dúvidas quanto à educação dos pequenos em escola bilíngue.

Adianto que por aqui escolhemos uma escola bilíngue para o Guilherme e para a Victoria e estamos muito satisfeitas, pois achamos que garantir a fluência das crianças em um segundo idioma sem sofrimento faz com que o mundo se abra em possibilidades de estudo, viagens, músicas, arte e cultura geral. “Eu e a Giu (mãe da Victoria) achamos que essa troca multicultural é muito rica e deixam as crianças mais abertas e com uma visão mais crítica do mundo”.

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Patrícia Maria da Costa Fachhini, diretora pedagógica da Integration School

Segundo a diretora, uma pergunta recorrente é qual a diferença entre uma escola bilíngue e uma escola de idiomas. “Uma escola bilíngue ensina por meio do idioma e não apenas o idioma, sendo essa a principal diferença em relação a escolas de idiomas. As crianças aprendem a língua inglesa de forma natural, através de coisas e situações que são vividas por elas dentro do contexto escolar e das suas rotinas, como tomar lanche, escovar os dentes e brincar. É algo natural”, explica ela.

 

Escola Bilíngue x Escola Internacional

As escolas bilíngues utilizam o calendário letivo brasileiro e os parâmetros curriculares nacionais. Já as escola internacionais, o currículo normalmente vem de fora, de acordo com o país de origem da escola. O que significa que o ano letivo poderá começar em agosto, quando escolas da Europa e dos Estados Unidos dão início às suas atividades escolares.

Intercâmbio

Hoje graças à tecnologia as escolas têm criado cada vez mais oportunidades para que os alunos interajam com o mundo. Muitas escolas promovem intercâmbios em outros países e isso, segundo Patrícia, é um um ganho enorme para o aluno, pois cria oportunidade de usar aquela língua em contextos reais.

Tempo de exposição ao idioma

Na Integration as crianças entre 1 e 3 anos têm uma vivência escolar estritamente em inglês e, a partir dos 3 anos começam a ter 30 minutos de aula de português. A partir daí a  proporção da nossa língua aumenta até que ela passe a usar o português durante 25% do período escolar, contra 75% de inglês, explica a psicopedagoga e coordenadora da Educação Infantil da Integration School, Tatiana Patrício dos Santos.

Criança em escola bilíngue e os pais não falam o idioma ensinado

Tatiana conta que muitos pais que procuram a escola não falam inglês mas querem que o filho aprenda o idioma desde cedo. “Muitos pais ficam com receio de colocar o filho porque eles não falam inglês mas o importante é saber que a comunicação da criança com seus pais já foi estabelecida e ele não vai falar com o pai em inglês se isso não é um hábito em casa. Aqui na escola tem uma funcionária que não fala inglês e ninguém nunca disse isso para os alunos. Mesmo assim nunca, nenhum deles perguntou algo a ela em inglês. Isso acontece porque a comunicação deles com ela sempre foi em português e não tem motivo para mudar isso.”

Educação Bilíngue  x Atraso no desenvolvimento da fala

Pesquisas recentes mostram que crianças bilíngues começam a falar na mesma época que as monolíngues. Algumas crianças podem fugir um pouco da média, começando a falar um pouco antes ou um pouco depois das demais, independentemente do número de línguas a que estão expostas.

Alfabetização 

Hoje as diversas pesquisas sobre educação bilíngue derrubaram o mito de que ensinar dois idiomas confunde as crianças. Para Tatiana, que também é alfabetizadora, a alfabetização é uma das questões mais importantes quando se fala em escola bilíngue. “Ao contrário do que muitas pessoas pensam, este duplo aprendizado é muito positivo. Aqui nós alfabetizamos a criança em português, pois é a língua mãe de 99% das crianças que estudam na Integration. O que acontece depois é uma transposição de leitura e escrita para o idioma inglês. Isso ocorre no segundo ano do ensino fundamental, quando a criança já está com 7 anos”.

Tatiana Patrício dos Santos, coordenadora da Educação Infantil

Escola bilíngue é mais cara

Sim, a escola bilíngue é um pouco mais cara que uma escola tradicional pois requer materiais didáticos em outro idioma além de profissionais qualificados para dar aulas. “Ter formação em Pedagogia ou outra área da Educação é essencial para ser professor. No caso de escola bilíngue  o profissional precisa ter inglês fluente e certificados internacionais comprovando seu nível de proficiência. Além disso, muitos materiais como livros, jogos, Cd`s e DVD`s são comprados fora do país”.

Dois projetos desenvolvidos pelas crianças da Educação Infantil

 

 

Muita cor em telas pintadas pelas crianças

Veja o que a Milena Dias das Neves,  mãe da Marina (10) e da Letícia (8) tem a dizer sobre o estudo bilíngue

“ O inglês que elas aprenderam na Integration foi muito importante na adaptação das meninas aqui na Alemanha. Na escola as professoras ensinavam o alemão e tiravam as dúvidas delas em inglês.  Elas puderam se comunicar com outras crianças que também entendiam inglês. Quando as coloquei  numa escola bilíngue no Brasil, já pensava em morar em outro País, meu marido trabalhava numa multinacional americana e a princípio seria pra os Estados Unidos que iríamos. Acabamos vindo morar na Alemanha e estamos aqui desde julho de 2014. Moramos em Regensburg, e agora já estamos adaptadas. As meninas já estão falando alemão e na escola elas têm aulas de inglês.

 

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Milena com as filhas Marina e Letícia
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As meninas Marina e Letícia

About the author

Ana Claudia Cukier, jornalista, tímida, madrinha de duas meninas lindas e doces e mãe do Guilherme. Hoje me realizo nas funções de mãe e blogueira e tenho certeza que a maternidade me deu paciência, uma virtude que eu não tinha e que hoje não consigo me imaginar sem.

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